Congresso da Fifa aprova reformas na entidade, mas sem unanimidade

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da betway: O Congresso da Fifa aprovou nesta sexta-feira o pacote de reformas estatutárias na entidade, com a promessa de mudar a governança, deixando a organização mais transparente.

A reforma também é uma resposta após a série de escândalos que ocorreram em 2015, inclusive gerando o afastamento do presidente Joseph Blatter e do secretário-geral Jérôme Valcke.

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da brwin: A mudança no estatuto estipula, por exemplo, limite de 12 anos de mandato para os dirigentes da Fifa, muda o conceito de Comitê Executivo, transformando-o em um Conselho, com mais integrantes, sendo obrigatoriamente seis mulheres. Todos os membros serão submetidos a exame de integridade.

– As reformas apresentadas são resultado do trabalho de equipe e foram colocadas em total consenso. Trabalhamos duro entre agosto e agora para revisar os procedimentos Três recomendações básicas: liderança para afetar a mudança cultural, princípios de governança e participação. Os chineses estão certos ao dizerem que cada crise é uma oportunidade – disse o presidente do Comitê de Reforma da Fifa, François Carrard.

Mas, embora o discurso durante a semana por parte do comando da Fifa – inclusive durante o Congresso – tenha sido de união em torno do projeto, a aprovação das mudanças não foi com unanimidade: o placar foi 179 a 22.

– Entendemos que a Fifa precisa ir rumo a uma evolução e não involução. Essa reforma ameaça o futuro da Fifa. Dá mais poder ao Conselho em detrimento ao Congresso e às associações nacionais. Se a transparência é o objetivo dessa reforma, a reforma vai na direção oposta. Aumenta o poder do secretário-geral e diminui o do presidente. Durante a tempestade, não é um bom momento para mexer o barco – discursou o chileno Gonzalo Boye Tuset, representando a Palestina.

Meio incrédulo com o que acabara de ouvir, o presidente em exercício da Fifa, Issa Hayatou, que já tinha discursado duas vezes, citando a necessidade de reforma, limitou-se a dizer:

– Você terminou? Ok.

Mas a oposição às reformas não ganhou o volume necessário – que era 25% dos votos válidos – e o pacote de medidas foi aprovado.

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